REPIQUES

Exposição de Pintura
Elizabeth Leite

 

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Elizabeth Leite nasceu na Venezuela, Caracas, em 1982, e reside em Oliveira de Azeméis, Portugal, desde 1989. É licenciada em Pintura na ARCA EUAC | Escola Universitária das Artes de Coimbra e pós-graduada em Comunicação Estética pela mesma escola.
“Repiques” é a mais recente recente exposição desta artista plástica e inaugura no próximo dia 8 de julho, na Galeria Santa Maria Maior.

 

“Agora que as nuvens se dissipam e o vento amaina, que o sol traz de novo a cor aos gerânios, que os pássaros voltam a cantar na sebe e a gata retoma a sua habitual rotina higiénica, descansa por um instante. Debruça-te sobre a mesa, um corpo que se faz casa, abrigo que esboças de cor. Fecha os olhos e sente a paz a regressar muito lentamente ao mais fundo de ti. Fecha bem os olhos. Escuta. (…)” – Joaquim Margarido.

 

 

Sinopse | Elizabeth Leite

 

Uma tela é um imaginário salpicado de fantasias onde o simbólico procura, sem intrusão, na intimidade dos afetos. O realismo quase fantástico e as imagens estilísticas aconchegadas pela cor convidam-nos a descodificar cenas de um quotidiano onde habita gente normal.

Ei-los. Atores onde o clímax dramático se multiplica em cada canto.

Talvez aqui não haja corpos mas espelhos de alma que meditam e estão pensativos; encontram-se em igualdade.

A caracterização é abundante. Quase violenta. Numa paleta vigorosa que descobre os segredos das idades. Ambientes onde os imperativos estéticos são voluntariamente ausentes, e onde um certo abandono se pode sentir.

No representado, não há glória nem tragédia, não há batizados, casamentos ou funerais, não há procissões, cortejos ou banquetes…, mas sim a mais pura mesmice, a mais indiferente vulgaridade, as cenas mais comuns, mais desinteressantes, menos consideráveis…, mas transfiguradas no mais colorido e luminoso palco.

Corpos deselegantes, mesmo obesos, rostos sem graça, imperfeitos, defeituosos e igualmente defeituosos os corpos… iluminam-se milagrosamente tornando visível a felicidade da vida mais comum, mais vulgar, mais banal, aureolando as mais apagadas criaturas, fazendo-as luz para os nossos olhos e especialmente, para as nossas almas.

Somos estimulados pela agradável inquietação de uma pintura que nos confronta e nos questiona; somos levados pelas constelações metafóricas, pela volumetria das formas, pelo rigor plástico.

São registos – gestos tornados perenes.

 

 

Inauguração: 8 de julho, 18h
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PATENTE ATÉ 10 DE SETEMBRO [NOVA DATA]

 

Galeria Santa Maria Maior
Rua da Madalena, 147