Fascínio da Linha

Exposição de desenho de José Faria

11 de janeiro – 3 de fevereiro

 

 

 

A Galeria Santa Maria Maior, num trabalho de parceria com o Centro Português de Serigrafia, apresenta a exposição “Fascínio da Linha”, uma mostra de desenhos e gravuras do artista plástico e gravador José Faria que parte da edição do livro com o mesmo nome, uma edição do Centro Português de Serigrafia, tendo por base o canto IX de Os Lusíadas de Luís Vaz  de Camões, A Ilha dos Amores.

Com atelier sediado há muitos anos na freguesia de Santa Maria Maior, José Faria, mestre da ponta seca, professor de desenho, gravura e pintura, manuscreveu o poema com caligrafia de época e criou 12 gravuras que exploram as virtudes das técnicas da ponta seca e da água-forte, incluindo o frontispício e uma gravura solta, nas quais, segundo a linguista Isabel Hub Faria que prefacia o livro,  o “artista fixa simultaneamente a aventura erótica fugaz e o carácter histórico da viagem, os seus heróis  e as personagens fantásticas”. O resultado é um conjunto apurado e representativo da mestria de José Faria.

 

No prefácio pode ainda ler-se:

“Quem fruiu da complexa sensação, simultaneamente táctil e sonora, de rasgar uma folha de cobre com uma ponta seca ou um buril compreende a forma como, a par da natureza cognitiva da conceptualização, todo o corpo do gravador fica fisicamente implicado na destreza, no controlo fino da força a aplicar, na reverberação motora de um sulco mais fundo, na vibração subtil ao longo do percurso da linha mais simples. Imaginada a linha, a execução assume a inevitabilidade da marca que deixa.

Uma linha que se rejeite pode vir a ser pacientemente apagada, mas a sua marca fica igualmente na memória.

A experiência de gravar com ponta seca assemelha-se, assim, à de uma sensação, única, inicial e pura que, por um lado, se faz representar na imagem produzida e, por outro, se inscreve como uma ligação na memória permanente do seu autor. Compreende-se, assim, que o risco no cobre se alie ao fascínio da linha, qual aventura imaginada que não se esgota no seu planeamento. Fascínio é experimentá-la, neste caso, desenhá-la e senti-la.

(…) Ao oferecer-nos a julgamento este Fascínio da Linha, José Faria convida-nos a viajar para além deste Canto, abrindo mais um caminho para o reconhecimento de toda a sua obra.”

 

Patente até 3 de fevereiro na Galeria Santa Maria Maior > Rua da Madalena, 147

 

 

Exposição Fascínio da Linha

11 de janeiro a 3 de fevereiro

De segunda-feira a sábado, entre as 15h e as 20h.

Galeria Santa Maria Maior > Rua da Madalena, 147